Dentro deste mundo há outro mundo
impermeável às palavras.
Nele, nem a vida teme a morte,
nem a primavera dá lugar ao outono.
Histórias e lendas surgem dos tetos e paredes,
até mesmo as rochas e árvores exalam poesia.
Aqui, a coruja transforma-se em pavão,
o lobo, em belo pastor.
Para mudar a paisagem,
basta mudar o que sentes;
E se queres passear por esses lugares,
basta expressar o desejo.
Fixa o olhar no deserto de espinhos.
– Já é agora um jardim florido!
Vês aquele bloco de pedra no chão?
– Já se move e dele surge a mina de rubis!
Lava tuas mãos e teu rosto
nas águas deste lugar,
que aqui te preparam um fausto banquete.
Aqui, todo o ser gera um anjo;
e quando me veem subindo aos céus
os cadáveres retornam à vida.
Decerto vistes as árvores crescendo da terra,
mas quem há de ter visto o nascimento do Paraíso?
Viste também as águas dos mares e dos rios,
mas quem há de ter visto nascer
de uma única gota d’água
uma centúria de guerreiros?
Quem haveria de imaginar essa morada,
esse céu, esse jardim do paraíso?
Tu, que lês este poema, traduze-o.
Diz a todos o que aprendeste
sobre este lugar.
– Jalâl ad-Din Rûmî, em “Poemas Místicos: Divan de Shams de Tabriz”. [seleção, introdução e tradução José Jorge de Carvalho]. São Paulo: Attar Editorial, 1996.
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Segredo
Vêm
Te direi em segredo
aonde leva esta dança
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteadas.
aonde leva esta dança
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteadas.
Cada átomo
Feliz ou Miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Feliz ou Miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral,
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser segredo para ti?
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser segredo para ti?
Finalmente, foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé
Contempla teu corpo - um punhado de pó
com conhecimento, razão e fé
Contempla teu corpo - um punhado de pó
Vê quão perfeito se tornou!
Quando tiverdes cumprido tua jornada
decerto hás de regressar como anjo,
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Não durmas,
senta com teus pares.
Quando tiverdes cumprido tua jornada
decerto hás de regressar como anjo,
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Não durmas,
senta com teus pares.
A escuridão oculta a água da vida,
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz
Não te afastes pois da companhia de teus pares.
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz
Não te afastes pois da companhia de teus pares.
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Viagem dentro de ti
Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.
A viagem conduzirá o teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.
Sofreste em excesso
por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.
Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti
Eis aqui o sentido profundo da minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Alquimia do Amor
Você chega a nós
Vindo de um outro mundo
Além das estrelas e De um espaço sem fim. Transcedental, puro, De uma beleza inimaginável, Trazendo com você A essência do amor. Você transforma tudo o que toca Aflições banais, Problemas e tristezas Dissolvem-se na sua presença, Trazendo alegria Aos comandantes e aos comandados, Aos plebeus e aos reis. Você nos enfeitiça Com sua graça. Qualquer mal Transforma-se em Bem. Você ascende a chama do amor Na terra e no céu, No coração e na alma De cada ser humano. Com seu amor O existir e o não-existir se unem. Os opostos de fundem. E tudo o que é profano Torna-se sagrado outra vez. |
Escrito por
Jalaluddin Rumi
À porta da Bem-Amada
Alguém bateu à porta da Bem-Amada, e uma Voz lá de dentro perguntou:
- Quem está aí?
E ele respondeu - Sou eu.
A Voz então disse:
- Esta casa não conterá nós dois.
E a porta continuou fechada. Então o Amante foi para o deserto e na solidão jejuou e orou. Retornou depois de um ano e bateu novamente à porta. E de novo a Voz perguntou:
- Quem é?
E o Amante respondeu:
- És tu mesma!
E a porta lhe foi aberta.
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Vem
Vem.
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes,
sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos,
sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca,
contemo-nos todos os segredos do mundo,
como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos
que só são capazes de entender
se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão: “toca”,
se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.
Sem exibir os dentes,
sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos,
sem língua, sem lábios.
Sem abrir a boca,
contemo-nos todos os segredos do mundo,
como faria o intelecto divino.
Fujamos dos incrédulos
que só são capazes de entender
se escutam palavras e vêem rostos.
Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.
Como podes dizer à tua mão: “toca”,
se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.
Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te.
Escrito por
Jalaluddin Rumi
A evolução da forma
Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.
As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.
Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?
A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?
Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano,
e que tua gota se torne o mar,
cem vezes maior que o Mar de Oman.
Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.
As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.
Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?
A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.
Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?
Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.
Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano,
e que tua gota se torne o mar,
cem vezes maior que o Mar de Oman.
Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Love is the Master
Love is the One who masters all things;
I am mastered totally by Love.
By my passion of love for Love
I have ground sweet as sugar.
O furious Wind, I am only a straw before you;
How could I know where I will be blown next?
Whoever claims to have made a pact with Destiny
Reveals himself a liar and a fool;
What is any of us but a straw in a storm?
How could anyone make a pact with a hurricane?
God is working everywhere his massive Resurrection;
How can we pretend to act on our own?
In the hand of Love I am like a cat in a sack;
Sometimes Love hoists me into the air,
Sometimes Love flings me into the air,
Love swings me round and round His head;
I have no peace, in this world or any other.
The lovers of God have fallen in a furious river;
They have surrendered themselves to Love's commands.
Like mill wheels they turn, day and night, day and night,
Constantly turning and turning, and crying out.
I am mastered totally by Love.
By my passion of love for Love
I have ground sweet as sugar.
O furious Wind, I am only a straw before you;
How could I know where I will be blown next?
Whoever claims to have made a pact with Destiny
Reveals himself a liar and a fool;
What is any of us but a straw in a storm?
How could anyone make a pact with a hurricane?
God is working everywhere his massive Resurrection;
How can we pretend to act on our own?
In the hand of Love I am like a cat in a sack;
Sometimes Love hoists me into the air,
Sometimes Love flings me into the air,
Love swings me round and round His head;
I have no peace, in this world or any other.
The lovers of God have fallen in a furious river;
They have surrendered themselves to Love's commands.
Like mill wheels they turn, day and night, day and night,
Constantly turning and turning, and crying out.
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Deixa-me Enlouquecer
Ó incomparável Doador da vida, libera-nos da razão enfim!
Deixa-a vagar com os olhos cinzas entre as vaidades.
Quebra o meu crânio, derrama nele o vinho da loucura.
Deixa-me enlouquecer como Tu; enlouquecer em Ti, conosco.
Além da sanidade dos tolos está um deserto ardente
Onde o teu sol está girando em cada átomo:
Amado, arrasta-me até lá, deixa-me arder em Perfeição!
Deixa-a vagar com os olhos cinzas entre as vaidades.
Quebra o meu crânio, derrama nele o vinho da loucura.
Deixa-me enlouquecer como Tu; enlouquecer em Ti, conosco.
Além da sanidade dos tolos está um deserto ardente
Onde o teu sol está girando em cada átomo:
Amado, arrasta-me até lá, deixa-me arder em Perfeição!
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Bittersweet
In my hallucination
I saw my beloved's flower garden
In my vertigo, in my dizziness
In my drunken haze
Whirling and dancing like a spinning wheel
I saw myself as the source of existence
I was there in the beginning
And I was the spirit of love
Now I am sober
There is only the hangover
And the memory of love
And only the sorrow
I yearn for happiness
I ask for help
I want mercy
And my love says:
Look at me and hear me
Because I am here
Just for that
I am your moon and your moonlight too
I am your flower garden and your water too
I have come all this way, eager for you
Without shoes or shawl
I want you to laugh
To kill all your worries
To love you
To nourish you
Oh sweet bitterness
I will soothe you and heal you
I will bring you roses
I, too, have been covered with thorns
----------------------------------------------
Obs: original by Rumi, translated by Deepak Chopra.
Watch and hear this beautifully done video of recitation by Madonna in A Gift of Love.
https://www.youtube.com/watch?v=I8cG5DUKeus
TRADUÇÃO
Na minha alucinação
Eu vi o jardim de flores do meu amado
Na minha vertigem, na minha tontura
No meu nevoeiro ébrio
Dando voltas e dançando como uma roda
Eu me vi como a fonte de existência
Eu estava lá no início
E eu era o espírito do amor
Agora eu estou sóbria
E resta só a ressaca
E a memória do amor
E somente a aflição
Eu anseio por felicidade
Eu peço por ajuda
Eu quero misericórida
E meu amor diz:
Olhe pra mim e me ouça
Porque eu estou aqui
Só pra isso
Eu sou sua lua e seu luar também
Eu sou seu jardim de flores e sua água também
Eu vim até aqui, ansiosa por você
Sem sapatos nem manta
Eu quero que você ria
Para matar todas as suas preocupações
Para te amar
Para te nutrir
Oh, doce amargura
Eu vou te tranquilizar e te curar
Eu vou te trazer rosas
Eu, também, estive coberta de espinhos
I saw my beloved's flower garden
In my vertigo, in my dizziness
In my drunken haze
Whirling and dancing like a spinning wheel
I saw myself as the source of existence
I was there in the beginning
And I was the spirit of love
Now I am sober
There is only the hangover
And the memory of love
And only the sorrow
I yearn for happiness
I ask for help
I want mercy
And my love says:
Look at me and hear me
Because I am here
Just for that
I am your moon and your moonlight too
I am your flower garden and your water too
I have come all this way, eager for you
Without shoes or shawl
I want you to laugh
To kill all your worries
To love you
To nourish you
Oh sweet bitterness
I will soothe you and heal you
I will bring you roses
I, too, have been covered with thorns
----------------------------------------------
Obs: original by Rumi, translated by Deepak Chopra.
Watch and hear this beautifully done video of recitation by Madonna in A Gift of Love.
https://www.youtube.com/watch?v=I8cG5DUKeus
TRADUÇÃO
Na minha alucinação
Eu vi o jardim de flores do meu amado
Na minha vertigem, na minha tontura
No meu nevoeiro ébrio
Dando voltas e dançando como uma roda
Eu me vi como a fonte de existência
Eu estava lá no início
E eu era o espírito do amor
Agora eu estou sóbria
E resta só a ressaca
E a memória do amor
E somente a aflição
Eu anseio por felicidade
Eu peço por ajuda
Eu quero misericórida
E meu amor diz:
Olhe pra mim e me ouça
Porque eu estou aqui
Só pra isso
Eu sou sua lua e seu luar também
Eu sou seu jardim de flores e sua água também
Eu vim até aqui, ansiosa por você
Sem sapatos nem manta
Eu quero que você ria
Para matar todas as suas preocupações
Para te amar
Para te nutrir
Oh, doce amargura
Eu vou te tranquilizar e te curar
Eu vou te trazer rosas
Eu, também, estive coberta de espinhos
Escrito por
Jalaluddin Rumi
O meu coração arde...
O meu coração arde de amor
Todos conseguem ver suas chamas
O meu coração bate de paixão
Como as ondas num oceano
Os meus amigos tornaram-se estranhos
E estou cercado por inimigos
Mas sou livre como o vento
Não mais serei magoado por aqueles que me reprovam
Estou no meu lar onde quer que esteja
E no meu quarto dos amantes
Consigo ver com os olhos fechados
A beleza que dança
Por de trás dos véus
Intoxicado com amor
Eu danço também ao ritmo
Deste Mundo em movimento
Perdi os meus sentidos
Neste meu Mundo dos amantes
Todos conseguem ver suas chamas
O meu coração bate de paixão
Como as ondas num oceano
Os meus amigos tornaram-se estranhos
E estou cercado por inimigos
Mas sou livre como o vento
Não mais serei magoado por aqueles que me reprovam
Estou no meu lar onde quer que esteja
E no meu quarto dos amantes
Consigo ver com os olhos fechados
A beleza que dança
Por de trás dos véus
Intoxicado com amor
Eu danço também ao ritmo
Deste Mundo em movimento
Perdi os meus sentidos
Neste meu Mundo dos amantes
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Intoxicated by Love
Because of your love
I have lost my sobriety
I am intoxicated
by the madness of love
In this fog
I have become a stranger to myself
I'm so drunk
I've lost the way to my house
In the garden
I see only your face
From tree's and blossoms
I inhale only your fragrance
Drunk with the ecstasy of love
I can no longer tell the difference
Between drunkard and drink
Between lover and beloved
TRADUÇÃO: Intoxicado pelo o Amor
Por causa do teu amor
Perdi a minha sobriedade
Estou intoxicado
Pela loucura do Amor
Neste nevoeiro
Tornei-me um estranho para mim próprio
Estou tão bêbado
Que perdi o caminho para o meu Lar
No jardim
Vejo unicamente a tua face
Das árvores e flores
Inalo somente a tua fragrância
Bêbado com o extase do Amor
Já não consigo distinguir a diferença
Entre o bêbado e a bebida
Entre o amante e o amado.
Obs: Assista no youtube este verso recitado por Deepak Chopra
http://www.youtube.com/watch?v=-FyH_O6Uaww
I have lost my sobriety
I am intoxicated
by the madness of love
In this fog
I have become a stranger to myself
I'm so drunk
I've lost the way to my house
In the garden
I see only your face
From tree's and blossoms
I inhale only your fragrance
Drunk with the ecstasy of love
I can no longer tell the difference
Between drunkard and drink
Between lover and beloved
TRADUÇÃO: Intoxicado pelo o Amor
Por causa do teu amor
Perdi a minha sobriedade
Estou intoxicado
Pela loucura do Amor
Neste nevoeiro
Tornei-me um estranho para mim próprio
Estou tão bêbado
Que perdi o caminho para o meu Lar
No jardim
Vejo unicamente a tua face
Das árvores e flores
Inalo somente a tua fragrância
Bêbado com o extase do Amor
Já não consigo distinguir a diferença
Entre o bêbado e a bebida
Entre o amante e o amado.
Obs: Assista no youtube este verso recitado por Deepak Chopra
http://www.youtube.com/watch?v=-FyH_O6Uaww
Escrito por
Jalaluddin Rumi
Coração
Em cada coração há uma
janela para outros corações.
Eles não estão separados,
como dois corpos.
Mas, assim como duas lâmpadas
que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe.
janela para outros corações.
Eles não estão separados,
como dois corpos.
Mas, assim como duas lâmpadas
que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe.
Escrito por
Jalaluddin Rumi
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